quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Mais um....(Trilha Noturna)

Bom dia,

Nobres amigos, ontem tive um daqueles pedais especiais que te fazem sentir como se fosse a primeira vez que anda de bicicleta. Uma união de sensações únicas, a primeira delas foi voltar a pedalar depois de quase 1 mês devido a um machucado no pé, e depois pelo fato de ser a primeira trilha feita a noite.
Parece coisa de doido, eu sei, e até eu mesmo já tinha pensado isso de outras vezes que fui convidado. Mas como já tinha sido convidado outras vezes, estava muito tentado a ir. Semana passada fui ao Paraguai e não teve jeito, comprei uma lanterna forte o suficiente para ver mais do que 2 metros a minha frente e decidi que era hora de encarar essa experiência.
Em Maringá exite um grande grupo ou movimento, como preferirem, conhecido por Bicultura e que entre outras coisas promovem as terças-feiras uma trilha noturna seguida de um barzinho, daí o nome BikeBeer. Dessa vez me prontifiquei a sair com eles e ver qual é a pira de andar assim no escuro.
As 19:30 o pessoal começou a se reunir na ATI do parque do Ingá, e as 20:00 já estávamos saindo rumo a Floriano, distrito de Maringá. Saímos em 9 pessoas: Rodrigo, Roberto, Germano, Vanderlei, Jamer, Rafhael, Danilo, Marcos e eu.
No início, ainda com sol, passamos por trás do Aeroporto, mas eu ja estava louco pra escurecer logo e poder testar de fato a lanterna.


Depois dessa parte, não vou conseguir falar muito sobre o caminho em si, porque no escuro, pouco deu pra ver, fora onde a lanterna iluminava. Mas fatos engraçados aconteceram antes de chegar a Floriano, primeiro foi encontrar um outro grupo de ciclistas, também no escuro, fazendo o caminho contrário do nosso,  de longe eram só pontinhos brancos, só chegando bem perto deu pra ver as bikes. algumas descidas que fizemos, o pessoal da frente levantou bastante poeira, e isso dificultou a visão pois a luz refletia na poeira e pouco era possível ver do chão. Nessas mesmas descidas, a velocidade mais alta, dificulta ver com perfeição o melhor local pra deixar a bike embalar, o medo de um buraco ou valeta era bem grande ainda.
Feita uma pequena sessão de descidas e uma subida, uma parada pra recalibrar o pneu, alguém trocou a bateria da lanterna e um pouco de água foi bastante bem-vindo.


Lanternas apagadas, a luz da lua nos iluminava bem, sem lanternas e num ritmo mais leve, seria possível pedalar só com a luz dela.


Chegando em Floriano fomo tomar uma Coca e comer uns salgadinhos, ao encostar as bikes, me lembrei dos encontros de motos. Só tinha máquina ai!


Nesse mesmo bar, conhecemos o Gibóia, vejam a descrição do Marcos sobre o momento: "Fomos pra Floriano e curtimos o Gibóia, morador local, bêbado e louco, que tem o dom da língua, língua presa cantando várias músicas em inglês e ainda falou em japonês". No vídeo tem um trechinho da cantoria.
A volta, pra minha surpresa, foi muito mais rápida e curta, embora também tenha sido mais puxada, por ser mais subida. Olhando pra trás a vista era essa:


Andando mais um pouco chegamos no asfalto, bem na porta do Aeroporto, dali até a cidade foi um pulo. O grupo ficou meio quebrado em alguns momentos, mas foi bacana ver os da frente esperar os de trás sem ter de ninguém ficar gritando, muito boa a consciência da galera.
Entrando na cidade, era hora da parte Beer, do BikeBeer, o destino foi um barzinho próximo ao Country Club.


Eu aproveitei que alguns deles vinham pro lado de casa e peguei uma "carona" com eles, os demais ficaram lá batendo um papo ainda.
Segue o vídeo:




O trajeto do pedal foi esse:




Grande Abraço a todos!