domingo, 28 de julho de 2013

Mais um...(Pedal mata-tempo)


Boa tarde,

O pessoal que convive comigo sabe que essa semana vai um tantinho chata pra mim. Aos que não convivem, eu explico. O moço que vos fala tem uma namorada (Amanda) que já foi citada no blog inúmeras vezes, contudo, o escritor é absolutamente apaixonado por essa moça (guardem isso). Ai acontece que esse que vos fala levou sua amada para pegar um voo sexta-feira com destino a Itália, onde ela passará alguns dias (Domingo graças a Deus eu vou busca-la em Curitiba). Parece pouco tempo, e realmente é, mas antes desse período eu estive de férias em Maringá por quase 30 dias (ajudando meu pai com questões da minha avó que esteve hospitalizada e agora esta de cama por conta de um avc hemorrágico) e antes disso encarei as semanas de provas finais da faculdade, assim, já se passam quase 60 dias no total em que não podemos curtir um tempo juntos com certa tranquilidade. Ai agora retornei a Ponta Grossa para início das aulas, porém PG sem a namorada, me parece uma cidade muito vazia. Então, resumindo a obra, esse pedal nada mais é do que uma forma de me distrair enquanto passa esse tempo em que a Amanda esta fora (já disse que sou apaixonado né?)
Pois bem, começando a história do pedal pelo começo, que na verdade foi a véspera. Depois de deixa a Amanda no aeroporto Afonso Pena, retornei a PG querendo algum pedal para a sexta mesmo (já que era feriado em PG), e achei. Na verdade encontrei um para a sexta e outro pro sábado. Na sexta o pessoal ia fazer a trilha dos riozinhos (que também tem relato aqui no blog) e a outra era no sábado com destino a Castro (2 relatos aqui). Como a bike estava na casa da mãe Amanda, optei pelo pedal do sábado, e assim não teria pressa de buscar a bike. Peguei-a  no meio da tarde e já passei algumas horas conversando sobre a vida com a sogra, foi diferente, mas ajudando a passar o tempo, ta valendo!
Chegando em casa, ainda fiquei acompanhando o voo da Amanda chegar à Itália por um site que meu pai me passou. Achei muito legal o funcionamento. flightradar 24. Só consegui dormir de verdade depois que o voo chegou lá, as 6:00 daqui. As 8:00 levantei e fui ajeitar o resto das coisas, calibrei pneus e parti pro ponto de encontro. Marcado para as 9:30, cheguei lá meia hora antes. Tomei meu café lá mesmo, e logo o pessoal foi chegando.



Todo mundo quase pronto, fomos pagar a conta pra sair. Enquanto o pessoal eu pagava a conta, ouvi um barulho do lado de fora, quando olhei, era o pneu da minha bike que havia estourado. O medo foi ter arrebentado o pneu, por sorte, ele ficou inteiro e deu pra trocar a câmara e começar o passeio.






Ai nossos fotógrafos oficiais Nilson e Anne resolveram tirar mais algumas fotos, antes da gente sair.








E finalmente começamos a pedalar de verdade. Demorou pouco e começou minha frustração com o passeio. As marchas começaram a pular desesperadamente, parei algumas vezes pra tentar entender o que estava acontecendo com o câmbio. Só descobri depois de umas 3 ou 4 paradas que a gancheira da minha bike é presa ao quadro por 2 parafusos, e um deles simplesmente sumiu. A gancheira ficou desalinhada e por isso o câmbio não parava na posição, o único jeito de fazer a bike andar descentemente foi usar a coroa maior na frente e revezar as 3 mais leves e as 3 mais pesadas. as pesadas era tranquilo de usar, mas só no plano, como até o pedágio de Carambeí é só subida, tive de ir com coroão e a corrente cruzada nas 3 mais leves. Coisa muito chata, fazendo força a mais na subida, acho que paguei alguns pecados com isso.
Mais de uma vez pensei em parar no pedágio e seguir com o carro da Anne. Aliás, ela pedala a pouco tempo, e por isso levou a bike até o pedágio e seguiu o peal de lá. Quando encontramos com ela, eu já tinha passado tanta raiva com o câmbio que minha vontade foi parar ali, por sorte o pessoal insistiu e fui pedalando nessas condições, o ritmo mais leve por ter uma menina agora ajudou. E na hora do almoço chegamos a Castro.




Um bom almoço, muita conversa, muita, mas muita risada, planos para rodas de Uno e War, e claro, programas para mais pedais (esses vocês podem esperar que serão fora de série). Duas jarras de suco, inclusive pra quem iria tomar Coca-Cola, e mais conversa, mais risada, mais tiração de sarro.
As 14:00 fomos procurar uma sorveteria no inverno, lógico que na primeira tentativa, onde a sorveteria nem existia mais, a gente desistiu. Seguimos pra prainha.
E lá, foi que o passeio valeu a pena. O Rio Iapó subiu e alagou uma área bem grande, tudo bem que o significado do  nome do rio é justamente "rio que alaga" mas não precisava ser tanto. Um área realmente grande foi tomada. Mas tanto é previsível que isso acontece na cidade, que até as passarelas já são adaptadas para esse período.








Fizemos uma volta pelas passarelas, bem diferente, pela passarela ser toda vazada. A Anne insiste que foi perigoso, mas acho que só pra ela (não me bata) e voltamos pela ponte.






E ainda fomos dar um pequeno gira pela cidade, ver os agitos! A primeira parada foi na Matriz da cidade, para uma foto aos pés da Santa que teve seu dia na véspera já que a mesma Santa é padroeira de Castro e Ponta Grossa, esse foi o motivo do feriado da sexta-feira.



E pra nossa surpresa, e alegria da piazada, estava tendo uma espécie de campeonato de carrinhos de rolimã numa descida ao lado da Matriz. A molecada tudo facera descendo a rua, ficamos um pouco ali em cima e fomos ver o resto da pista. Ai deu vontade de pegar um carrinho emprestado, a rua descia e fazia duas curvas, uma a direita e outra a esquerda, com direito a sacos de areia pra proteger a galera. Tinha até gente na sacada do prédio vendo as corridas.




  
Ai não teve mais jeito, era hora de voltar pra estrada, pro frio não pegar a gente antes de chegarmos à PG. Fomos todos até o pedágio, o Everton puxando o ritmo de speed e a galera vindo como conseguia com as mtb atrás. Eu andando o tempo todo de coroão, cheguei ao pedágio já bem cansado, mas resolvi ir mais longe um pouco. combinei com a Anne de ela me esperar no posto Menegatti, e dali eu iria de carro com ela. O Everton foi na frente, a Anne passou com o carro e quando chegamos ao posto, o Vinícius não tinha aparecido ainda, desmontei todo o suporte do carro da Anne que estava bem solto (não sei como a bike dela não caiu na rodovia) e ficamos esperando o Vinícius, até que resolvemos ligar pra ele, e o pia já estava 8km na frente da gente, ele passou e a gente não viu, nem ele viu a gente. Eu e a Anne seguimos de carro e o Everton foi encontrar o Vinícius de bike mesmo.
A Anne tinha compromisso ainda, então tocamos direto pra PG, ela me deixou na casa da Amanda, pra eu avisar a sogra que a Amanda havia chegado bem. Ali ainda tomei uma belo lanche, mais umas horinhas de conversa com a sogra e voltei pedalando pra casa. Somando 85km no total.
Segue o vídeo com alguns dos momentos desse passeio tão gostoso, e não me aguentando, ele inclui uma mensagem subliminar (eu disse que sou apaixonado).



Pra um pedal mata-tempo, foi mais do que gostoso, deu saudade da infância, deu vontade de ter aproveitado melhor as férias e mostrou como morar em cidade pequena também pode ser muito divertido.

Grande Abraço 

ps: créditos das fotos à Anne e ao Nilson!