terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mais um...(Camping)

Boa noite,

O fim de semana foi diferente, dessa vez não houve pedal, quem lê o blog a mais tempo sabe que vez ou outro resolvo fazer algo diferente de pedais, e esse fim de semana foi um deles. O Bruno, um grande amigo de Maringá me disse que viria à Ponta Grossa com alguns amigos para escalar no salto do Rio São Jorge e que acampariam por lá do sábado para o domingo, e perguntou se poderiam ficar em casa da sexta pro sábado, e é lógico que eu concordei. O Bruno também tinha uma barraca pra venda, que acabei pedindo pra ele trazer ela, que eu e a Amanda compraríamos, e assim começamos a planejar o fim de semana.
O grupo chegou em Ponta Grossa na sexta perto das 23h e viemos direto pra casa, banhos tomados e um bom sono fizeram bem pra quem tinha acabado de chegar de pouco mais de 4h de viagem. No sábado, não acordamos cedo, aproveitamos pra descansar bem, mas depois de acordados foi uma boa correria, o Bruno estava fissurado pra escalar o quanto antes, passamos na casa da Amanda pra busca-la, paramos no mercado pra eu comprar um colchão inflável (que por sinal rendeu história depois) e ainda paramos numa panificadora pra tomar café e encontrar o Rafael com a Marilia que também nos acompanhariam, assim seguimos em 7 - Eu, Amanda, Bruno, Nai, Olivia, Rafael e Marilia.
Seguindo por uns 10km em estrada de terra chegamos ao Rio São Jorge, e também no local do camping. É um lugar que reúne muita gente no fim de semana, por ser perto da cidade e ter um bom espaço pra lazer. A entrada é paga, 7 reais por pessoa, ou 18 pro camping, ai existe um pequeno e rústico restaurante que serve almoço a 20 reais por pessoa ou porções de batata frita e pasteis. O lugar é ainda cortado pelo rio, que corre por cima das pedras formando dezenas de pequenas cachoeiras.


  
Chegando lá, e começando a descer em direção ao Salto, o visual impressiona bastante, buscando os pinos Ps, fomos descendo e no fim resolvemos ir até a cachoeira primeiro e de lá ver o que faríamos.




E foi só encostar ali um pouco que já encontramos outros grupos escalando, pra alegria do Bruno!






Subimos um pouco em algumas pedras, pedimos ajuda quanto as vias e logo o Bruno com a Olivia começaram a montar as coisas. Primeiro a Olivia fez uma via com uma facilidade incrível, enquanto a gente esperava num platô.


 Depois alternaram Nai, Amanda, Rafael e Eu. Meu curto relato de como foi aquilo: É muito legal, uma sensação muito diferente, mas confesso que morri de medo ao ter de ficar num espaço muito pequeno ainda sem estar preso a uma corda, suei mais que porco e as pernas tremiam bastante, isso sem ter iniciado a subida de fato. Ao começar a subir, respirei fundo e fui. Não sei quanto subi, mas foi bem pouco, e já cheguei numa fenda, vontade de continuar e subir mais um pouco eu tinha, mas ali faltava técnica mesmo, achei bem difícil, e necessário muito mais força do que eu tenho. Foi meio triste não conseguir subir mais, mas foi um grande alívio encontrar o chão também. valeu a experiência.




 De volta ao chão, subi com a Amanda para a área do camping, comemos e depois deitamos numa das pedras próximas, acreditem, eu dormi na pedra! E depois descemos até onde um grupo fazia rapel, de lá dava pra ver a Olivia encarando as paredes, e a altura é impressionante. Admiro muito a coragem desses doidinhos!







 Então resolvemos voltar pro camping e arrumar um bom local pra montar as barracas. Nessa altura o Rafael tinha ido embora com a Marilia e o grupo escalador (Bruno, Nai e Olivia) ainda estavam escalando. Eu encontrei um lugar mais protegido do vento e escurecendo comecei a montar minha nova barraca, na intuição mesmo, e no fim deu certo. Já estava quase instalado quando o Bruno chegou com a Nai, já era noite, e a Olivia tinha ficado escalando ainda.
A noite começou com a arrumação das barracas e logo colocamos no Chefe de Cousine pra trabalhar, o Bruno fez pra gente arroz, purê de batata com queijo e feijão com linguiça, tudo no fogareiro. Enquanto a comida não ficava pronta, aproveitamos pra curtir o céu que estava muito bonito e por o nosso vinho pra gelar na água do rio.













Quando a comida ficou pronta ninguém quis tirar foto, rs rs. Estava realmente muito boa, ou estava todo mundo com muita fome. Acabado o momento devoradores, fui lavar as panelas na beira do rio e pegar o vinho, mas nisso, mais fotos, na minha opinião, as mais bonitas do fim de semana.







Hora de abrir o vinho, e a rolha foi pro chão, o jeito foi tomar ele todo. E foi rápido, assustadoramente rápido. E olha que eu nem sou fã de vinho, mas esse a estava especial.
Mais uma paradinha pra curtir a fogueira...
 





A hora de dormir chegou. A noite nos reservou ainda algumas histórias pra contar, juntem bêbados, som alto, isolados de vizinhos, direção, falta de iluminação e estrada de terra e já sabem que boa coisa não sai. Mas pelo menos não houve feridos, só danos matérias, e muita admiração com alguns amigos que não escutaram nada, mesmo o carrinho quase fundindo o motor de tanto acelerar.
Acordei cedo, e achando que ninguém estava acordado ainda, abri a porta de barraca, ficando só com o mosquiteiro aberto, e minutos depois me aparece o Bruno voltando do banho que não conseguiu tomar.




Ai já começou a arrumação pro café da manhã e desmonte do acampamento.






A programação do dia nos levou de novo pra cachoeira.





 Olivia e Bruno escalaram mais um pouco.




Depois resolveram nos por no rapel. Nesse horário já tinha bastante gente por ali, muita gente com crianças de colo andando por locais que o acesso não é dos mais fáceis e com o passar da tarde foram aparecendo os domingueiros com seus isopores e caixinhas de som, poluindo o local fisicamente e sonoramente, além de se exporem a situações de risco. 





Opinião do rapel: Não é tão divertido quanto a escalada, mas é bem mais simples também. Não precisa ter a técnica da escalada, mas é preciso ter muita confiança no equipamento e pra quem não é acostumado com isso, da bastante medo também, mas certamente tremi bem menos que durante a escalada.
Depois da descida de rapel voltei pro camping com a Amanda e 40 minutos depois o resto do pessoal chegou. Arrumamos as coisas e fomos embora. Só uma passada rápida em casa pra tomar banho, e saímos pra comer um belo hamburguer artesanal. E depois disso o pessoal voltou pra Maringá.

Segue o vídeo do fim de semana



Foi um fim de semana muito especial, primeiro acampamento da Amanda, primeira escalada e rapel meus, muita piada, muita gozação entre amigos, e fiquei feliz por ter um amigo de longa data me visitando aqui. Espero que ele tenha mesmo se encantado pelo lugar e que volte mais vezes.

 Grande abraço