sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Mais um....(Feriado em São Paulo)

Boa Noite

Ainda fazendo relato do fim de semana, o fim de semana foi abençoado com um feriado na sexta-feira, e isso permitiu uma viagem muito especial.
O destino? São Paulo. Desconhecido? Não!
São Paulo é uma cidade que já tive oportunidade de visitar algumas vezes, primeiro porque meu Pai trabalhou lá por alguns anos, enquanto eu morava em Presidente Prudente, e isso me permitiu algumas viagens para lá. Tenho, também, uma Tia que morou lá bastante tempo e por meio dela conheci a Mara, que hoje é minha madrinha. Nesse feriadão, fomos visitar ela e a família. Havia anos que não os via e a saudade era bem grande.
Para chegar lá, saímos cedinho de Ponta Grossa com destino à Curitiba onde tomamos o avião, quando digo cedo, era cedo mesmo. 4h da manhã estávamos na estrada, as 6h no aeroporto e as 7h, decolando. Só viajei de avião duas vezes, incluindo essa, mas por conta da curiosidade por caminhos e pontos turísticos, sempre uso o Google Earth pra dar umas viajadas, tive uma ideia muito boa de onde passamos. Durante o voo pude ver o Pico Paraná, boa parte da serra do mar paranaense, Matinhos, Caiobá e Guaratuba e toda a baiha de Guaratuba, além da represa de Capivari, tudo isso ainda no Paraná. Depois tivemos um tempo de sobrevoo do mar e logo apareceram Santos e a serra do mar de novo. Não tenho certeza, mas acredito que também passamos sobre a represa Billings, e finalmente o aeroporto chegou!



  
É incrível como São Paulo você vê casas e prédios até os olhos alcançam, impressionante. Não menos impressionante é o fato de ser uma sexta-feira, de feriado prolongado, e chegando na cidade já se poder ver a poluição numa camada bem cinza sobre toda região, esse fato é triste, mas diz-se ser o preço do progresso. Pousamos!!
Um tempinho pra pegarmos as malas e já encontramos o Padrinho na porta da sala de desembarque, depois de alguns anos, é muito bom rever pessoas que a gente tanto gosta. Na saída do aeroporto me alegrei ao ver no feriado, ainda cedinho (8:00h) uma quantidade considerável de pessoas pedalando suas belas speeds. Seguimos para a casa do Tarcisio para encontrar com a Mara e a Rafa, filha do casal. Fomos recebidos com um café da manhã daqueles de causar inveja aos cafés da novela da Globo, muita conversa e muita alegria, e haja tempo pra por os papos em dia.
Já sabendo que as visitas gostam de um pedal, e aproveitando que a Rafa esta de bike nova, nosso primeiro passeio foi relacionado a bike. Fomos até o Parque das Bicicletas para um passeio, aproveitando a existência de ciclofaixas nos feriados. No parque, gostei muito do sistema do Bradesco para empréstimo de bicicletas, você deixa um documento seu com foto e pode usar por 1h uma bike deles sem qualquer custo, ao final dessa hora, você devolve a bike e pega seu documento, caso queira usar mais tempo e não houver mais interessados nas bikes, ela fica livre pra você por mais uma hora. O legal delas, e diferente pra mim, é que o sistema de marchas é interno no cubo, então não existe câmbio traseiro aparente, primeiro achei que ia faltar marchas, mas não fiquei com essa sensação ao pedalar, talvez por ser um pedal em ritmo de passeio mesmo. Outro ponto diferente é que além dos manetes de freio, elas também contam com freio contra-pedal, e esse eu demorei mais pra me acostumar, até porque andei pouquíssimas vezes em bicicletas com esse sistema. 
O sol, a essa hora, estava a pino, e como até os cachorrinhos estavam de sapato pra proteger os pés, seguimos pedalando por uma avenida com várias árvores até chegar ao Parque Ibirapuera.










Minhas opiniões sobre pedalar nesse percurso: Enquanto você esta na rua, região da ciclofaixa, onde somente temos bicicletas, onde todos andam com velocidade semelhante, é uma delícia. Pedalar com área exclusiva, sem medo de buzinas ou dos próprios carros, é muito gostoso. Nota 10. Por outro lado, pedalar pelo Parque, no feriado, lotado de gente, muita gente invadindo a ciclovia a pé, skate, ou trafegando de bike numa velocidade baixíssima, é muito frustrante. Embora o Parque seja bonito e as ruas bem largas, você não consegue realmente relaxar pedalando com todo esse movimento e tanta gente cruzando seu caminho. Nota 7.
Tendo visitado o Parque, fomos devolver as bicicletas, ainda dentro do prazo, e demos mais umas voltas no Parque da Bicicletas, embora uma parte dele esteja fechada por conta da construção de uma estação do metrô, ainda existe uma espaço com sombra pra se pedalar. com crianças juntos, o lugar é muito bom, se fosse somente para adultos, ficaria devendo. Já passava das 13h, então fomo almoçar.
Depois do almoço, nosso passeio foi para a Decatlhon, passamos pela Ponte Estaiada, que por sinal é muito linda, e nos divertimos com os produtos da loja, que podem todos serem testados.



Terminado o passeio do dia, voltamos pra casa, e tivemos um jantar muito gostoso. Pra quem acordou as 3h da matina pra ir de Ponta Grossa a Curitiba e depois São Paulo, as 23h já eram passadas da hora de dormir. Fomos deitar.
Sábado de manhã, passeio programado para o Mercado Municipal, mas como era sábado de manhã, e o comércio estava aberto, não resisti e pedi pro Padrinho me levar até a Pedal Urbano, que é concept store da Specialized em São Paulo. Alguns sabem, outros não, mas a Specialized é a algum tempo minha marca de bikes preferida e com a linha gigante que eles tem, dificilmente eu encontraria tantos itens da marca em outro lugar. até mesmo revendas SPZ não tem tantos produtos como eles.
A primeira impressão esperava uma loja maior, mesmo ela não sendo pequena. Um olhar mais atento me mostrou o quão bem aproveitado é o espaço. Bikes de mtb no térreo, speeds no andar superior (mais leves pra levar pra cima né?). E havia na loja pelo menos um exemplar de cada modelo da marca, não digo com cada configuração de peças que você encontra no site, mas estavam lá as Epic's, Stumpjumper (hard e full), Camber, Rockhopper, Hardrock, Venge, Roubaix, Tarmac e outras de linhas urbanas, infantis e femininas que não lembro o nome. Únicos modelos que não vi foram a Enduro e as bikes de downhill, talvez não seja um mercado tão promissor na capital quanto em outras cidades.









Até speed com disco hidráulico já tinha na loja! Outra coisa que achei muito legal lá, é que eles tem um espaço pra fazer o bike fit, com varias ferramentas específicas e muitos peças de tamanhos diferentes para se fazer os ajustes mais finos.




O pessoal da loja é bem simpático no atendimento, e eu gostei, só achei que demoraram um pouco até virem nos atender. Mas depois disso e com alguma conversa, pude entrar na oficina e fazer uma foto. Olha quanta máquina reunida num lugar só!!


O que eu realmente não gostei na loja foram o preços. Não das bikes pois esse é o mesmo no país inteiro, já que a SPZ tabela os preços, mas dos acessórios. Eu logicamente não fui lá pra comprar uma bike, mas um acessório, um mimo, eu gostaria de ter trazido, porém o preço desestimulou isso. Não sei bem o porque, talvez o custo em São Paulo realmente seja mais alto, mas algumas coisas chegavam a custar o dobro do que pagaria aqui em Ponta Grossa. Nota final pra loja 8.
Depois dessa visita, fomos passear pra outros lados, e a bike fugiu do centro das atenções, então acho que não compensa postar aqui, rs rs.

Espero que tenha gostado das fotos.

Grande abraço